Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverão, no futuro, passar a ser autossuficientes na resposta aos doentes com cancro que precisam de fazer radioterapia, alertam especialistas.
Esta é uma das propostas dos peritos responsáveis pela revisão das redes de referenciação hospitalar, um processo que deveria ter ficado concluído em junho, mas que só agora começa a fechar os primeiros capítulos.
Para garantir esta mudança, e reconhecendo “o papel importante que o setor privado teve na modernização da radioterapia em Portugal”, a equipa propõe uma mudança gradual: à medida que os 15 equipamentos que funcionam atualmente no setor privado se tornem obsoletos, deverá haver um investimento no reforço dos aceleradores lineares no SNS.
Para já, até 2018 e tendo em conta que o número de doentes com cancro tem aumentado 3% ao ano, os peritos defendem a necessidade de substituir 4 máquinas de radioterapia nos hospitais públicos e adquirir 9.