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Estudo identifica nova via molecular de meduloblastoma

Um grupo de cientistas norte-americanos descobriu um novo caminho molecular que dá origem a uma forma agressiva do meduloblastoma, um dos tipos de tumores cerebrais mais comuns em idade pediátrica que se desenvolve no cerebelo. 
Num artigo publicado na revista Nature Medicine, cientistas do Instituto de Doenças do Sangue e Cancro (CBDI, na sigla em inglês) do Centro Médico Infantil do Hospital de Cincinnati explicam que a descoberta pode contribuir para novos tratamentos contra a doença, dado que um medicamento antidepressivo atual pode ser usado para atacar esta nova via.
Os cientistas admitem que o Rolipram, um antidepressivo já disponível na Europa e no Japão, pode ser usado para suprimir a formação dos tumores, depois de terem observado que o gene GNAS codifica uma proteína, designada por Gsa, que assume um papel fundamental no desenvolvimento de uma forma agressiva de meduloblastoma. 
Testes em laboratório com cobaias que sofriam com a forma humana de meduloblastoma, e que foram geneticamente modificadas para não expressarem o gene GNAS, revelaram que o uso do Rolipram fez disparar os níveis da molécula cAMP, que restaurou a função de supressão de tumor através da via GNAS-Gsa.
Os dados mostram uma redução significativa do tamanho dos tumores nos animais e os cientistas acreditam que esta abordagem poderá dar origem a uma terapia molecular direcionada que permitirá não só melhores resultados, como pode evitar alguns dos efeitos secundários comuns provocados pelos tratamentos padrão, entre quimioterapia, radioterapia ou cirurgia. 
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