Investigadores da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, criaram uma nova técnica de arrefecimento que permite preservar órgãos durante vários dias antes de serem utilizados para transplante.
A técnica, que combina a refrigeração do órgão e o bombear de nutrientes e oxigénio através dos seus vasos sanguíneos, pode vir a revolucionar a doação de órgãos em todo o mundo, uma vez que mantém os órgãos em condições viáveis durante mais tempo.
O método de “sobrearrefecimento” retarda o processo de morte celular, reduzindo a sua taxa metabólica. Testes já realizados com animais mostraram que fígados super-arrefecidos permaneceram viáveis durante três dias, em comparação com o prazo inferior a 24 horas garantido com as tecnologias usadas atualmente.
A técnica é descrita num artigo publicado na revista Nature Medicine.