Investigadores nos Estados Unidos deram a conhecer um olhar mais abrangente sobre as mutações genéticas responsáveis por dois tipos de cancro, num estudo que surge ao abrigo de uma pesquisa patrocinada pelo governo do país, no âmbito da informação genómica, que tem como objetivo revolucionar o tratamento do cancro.
Em estudos separados, publicados nas revistas científicas New Englad Journal of Medicine e Nature, os cientistas identificaram as mutações moleculares que mais influenciam o desenvolvimento e crescimento do cancro do endométrio, que se forma na parede do útero, e um cancro do sangue conhecido como leucemia mieloide aguda.
Em ambos os casos, disseram os pesquisadores, os relatórios fornecem novos e importantes conhecimentos que podem mudar a forma como os pacientes são tratados e potenciam o desenvolvimento de novos fármacos de combate ao cancro.
Os estudos fazem parte do projeto “Atlas do Genoma do Cancro”, uma iniciativa financiada pelo Instituto Nacional de Saúde norte-americano para mapear as informações genéticas de mil tumores que cobrem cerca de 24 de tipos de cancro. O projeto já produziu resultados noutros tumores e está a ajudar a alterar o olhar da medicina sobre a principal causa de morte no mundo ocidental.
Richard K. Wilson, diretor do Instituto Genoma da Universidade de Washington, ressalva que, ao longo dos anos, o cancro tem sido identificado e tratado com base no órgão em que é identificado, mas a emergente informação genómica mostra que “muitos desses diferentes tipos de cancro compartilham uma identidade genética semelhante”.
Os pesquisadores acreditam que as estratégias baseadas na genómica oferecem uma probabilidade de fazer grandes progressos contra a doença.