Grande parte dos doentes com cancro aguarda cerca de dois meses ou mais antes de consultarem o seu médico de família e, nessa altura, em quase metade dos casos, o tumor original já formou metástases no momento em que são diagnosticados, reduzindo a probabilidade de sobrevivência a longo prazo.
O relatório, conduzido por um investigador da Universidade de Durham, conclui que quase três quartos dos doentes com cancro (73,2%) são encaminhados para um especialista depois de uma ou duas consultas no médico de família.
A pesquisa verificou ainda que, regra geral, 12% dos pacientes admitem ter sentido sintomas da doença dois meses ou mais antes da primeira consulta.
É amplamente reconhecido que o diagnóstico tardio do cancro é a principal razão para a baixa taxa de sobrevivência da doença, razão pela qual a sua identificação precoce continua a ser uma prioridade-chave, refere o autor.