Elevadas doses de quimioterapia para tratamento do neuroblastoma agressivo, um tipo de tumor que afecta o
sistema nervoso simpático, são mais eficazes em crianças, segundo as conclusões de um estudo europeu que avaliou jovens com cancro em 18 países da Europa.
A pesquisa, que surge de uma colaboração entre o Instituto de Investigação do Cancro britânico, o Instituto da Criança com Cancro de Viena, na Áustria, e a Comissão Europeia, sugere um aumento de 16% na taxa de sobrevivência livre da doença em três anos, em crianças tratadas com os fármacos busulphan e melfalan, que revelam também menor risco de toxicidade sobre estes doentes.
O estudo, apresentado recentemente nos Estados Unidos, na última conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), permite concluir que a combinação destes medicamentos quimioterápicos pode gerar melhores taxas de sobrevivência em crianças com neuroblastoma agressivo.
Um especialista do Instituto de Investigação do Cancro, no Reino Unido, sublinha ainda que a essa terapia passará a ser adoptada na Europa, visto que o estudo realizado mostrou dados fiáveis para tratamento do neuroblastoma agressivo em crianças.