A pesquisa avaliou inquéritos respondidos por 1.426 participantes sobreviventes de oito tipos diferentes de cancro infantil, que foram tratados entre 1970 e 1986. Mais de 20% dos participantes relataram disfunção cognitiva, bem como problemas de atenção e memória.
Os especialistas do Centro de Pesquisas do Hospital Pediátrico de St. Jude, em Memphis, nos Estados Unidos, concluíram que os sobreviventes que possuíam problemas de sono ou sonolência diurna e fadiga foram três a quatro vezes mais propensos a ter problemas de atenção e memória.
Os problemas cognitivos gerados pela falta de sono e cansaço não foram associados aos efeitos da radiação do cérebro, quimioterapia ou à idade actual do sobrevivente.
O estudo, publicado na revista “Cancer”, permitiu ainda verificar que os sobreviventes de cancro infantil medicados com antidepressivos eram 70% mais susceptíveis a sofrerem de disfunções da memória e tinham 50% mais riscos de apresentarem problemas de atenção.