Investigadores do Instituto Eli e L. Edythe da Universidade Harvard e do MIT traçaram o perfil genético do mieloma múltiplo, a partir de uma análise de 38 sequências do genoma deste tipo de cancro que se forma a partir das células plasmáticas, formando tumores na medula óssea e produzindo uma grande quantidade de anticorpos anómalos que se acumulam no sangue ou na urina.
O artigo, publicado na Nature, representa a maior compilação de dados já publicada sobre este tumor. Os cientistas descobriram novas conexões entre o mieloma múltiplo e importantes alvos moleculares, um dos quais poderá assumir um significado clínico imediato.
A investigação descreve as conexões entre o mieloma múltiplo e várias vias moleculares, incluindo as associadas à produção de proteínas e regulação epigenéticas.
O perfil genético deste tipo de tumor surge como um avanço significativo no diagnóstico, com o objectivo de melhorar o tratamento dos doentes com mieloma.
O estudo foi feito no âmbito de um projecto denominado por “Mieloma Múltiplo Genomics Initiative” (MMGI), um programa de mapeamento do genoma apoiado pela Fundação de Investigação sobre o Mieloma Múltiplo que tem como objectivo promover a compreensão biológica da doença.