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Desequilíbrios nas proteínas podem dar origem a diferentes tumores

O cancro pode ser causado exclusivamente por desequilíbrios de proteínas dentro das células, uma descoberta surpreendente porque, até agora, as mutações genéticas eram vistas como a principal causa de quase todos os tumores.
A pesquisa publicada na revista Oncogene demonstra que um desequilíbrio numa proteína é uma poderosa ferramenta de prognóstico, que pode indicar se os pacientes são mais propensos a responder à quimioterapia e se um tumor é suscetível de se espalhar para outras regiões do organismo.
A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, e do Centro de Cancro MD Anderson da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, focou-se numa via de sinalização dentro das células, designada por “Akt”, que impulsiona a formação do cancro e a sua propagação através do corpo.
John Ladbury, um dos autores do estudo, analisou células cancerígenas isoladas sem estimulação externa e descobriu que a “Akt” pode ser ativada sem a presença de mutações genéticas, mas sim pela ação de duas proteínas: a Plcγ1 e a Grb2. Quando a Plcγ1 prevalece, esta aciona a via Akt provocando um desequilíbrio no valor das duas proteínas, o que pode conduzir à proliferação celular e à formação de cancro.
O investigador sublinha que as principais conclusões do estudo reforçam que estas proteínas são biomarcadores e “podem oferecer informações aos clínicos sobre quem vai beneficiar mais com a terapia” e reforça, por outro lado, que “a interação das proteínas poderia assumir-se como um novo alvo terapêutico”.
Os resultados abrem assim a possibilidade de criar novas terapias que tenham por objetivo prevenir desequilíbrios perigosos nas células.
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