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Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


UHDC e Movimento Partilha temem pelo futuro dos tratamentos oncológicos
2012-06-05
Fonte: press release

A União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC) e o Movimento Partilha (MP) - uma rede de padrinhos, doentes em remissão, que está disponível para apoiar e dar esperança a novos doentes com a mesma patologia - declaram o seu total receio e desconfiança face ao futuro do tratamento das pessoas com cancro em Portugal, no seguimento das declarações de Leal Costa, secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

Luís Filipe Soares, presidente da UHDC, explica que a União considera “desumanas as declarações de Leal da Costa”, destacando que “demonstram uma total insensibilidade perante o cenário de vida ou morte com que as pessoas com cancro se deparam, assim que lhes é diagnosticado um cancro.”

Lígia Veiga, fundadora do Movimento Partilha, por seu lado, lembra que “dizer a uma pessoa com cancro que ao SNS não deve interessar o prolongamento da sua vida por uma semana ou um mês é completamente perverso e atroz.”

O cancro é a segunda causa de morte em Portugal e a primeira no grupo etário entre os 35 e os 64 anos, pelo que esta realidade justifica e requer uma política de saúde que não comprometa o tratamento ou qualquer hipótese de sobrevida dos doentes com cancro.

Leal da Costa afirmou, referindo-se às terapias que prolongam por pouco tempo a vida de alguns doentes de cancro, que “essa questão não se pode pôr em termos de prolongar uma semana ou um mês. A questão que se tem de colocar de forma muito clara em cima da mesa – e esse é um exemplo bom, apesar de ser um exemplo extremo - é se, por exemplo, todos os medicamentos que são autorizados para tratar cancro devem ser todos eles utilizados no Serviço Nacional de Saúde”, acrescentando que, “porventura, não, como já não são em Inglaterra, na Alemanha, em França e por aí fora.”

Para a UHDC e o Movimento Partilha, efetivamente, estas declarações constituem “uma ameaça à vida do doente e qualquer perspetiva da pessoa com cancro e dos seus familiares quanto a um prolongamento de vida”. Neste cenário, o doente estaria com um acesso ainda mais limitado a terapêuticas que podem promover, em dignidade, o prolongamento da sua existência.
 
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