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Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Progressos no tratamento de um tipo de cancro cerebral que afecta crianças
2011-03-06
Fonte: Standard Examiner

Cientistas da Universidade de Stanford, na Califórnia, descobriram um dos primeiros alvos potenciais para o tratamento de um tipo de cancro cerebral que atinge crianças em idade pediátrica, frequentemente fatal. A descoberta é fundamental por se tratar de um tipo de cancro cerebral cujo estudo tem sido limitado devido à sua localização no tronco cerebral.

A descoberta surgiu depois dos cientistas terem recriado tumores doados em ratos de laboratório. O modelo animal permitirá estudar a progressão deste tipo de tumor e testar terapias capazes de combater este cancro, indica o artigo publicado na Academia Nacional das Ciências.

Michelle Monje, coordenadora principal do estudo, refere que "os tumores cerebrais são muito difíceis de tratar", mas admite que têm sido feitos progressos nesta área.

A neurologista explica que um glioma do tronco cerebral é um tipo de tumor muito agressivo capaz de desactivar o sistema nervoso central em apenas alguns meses, deixando as crianças num estado consciente, mas incapazes de falar, andar ou engolir.

Este tipo de cancro afecta anualmente uma média de 300 crianças nos Estados Unidos, a maioria entre os 5 e os 9 anos de idade, e destas apenas uma em cada 100 sobrevive por um período superior a cinco anos.

Embora a radioterapia seja frequentemente utilizada nestes casos para prolongar a vida destas crianças, por poucos meses a um ano, não existem actualmente terapias quimioterápicas eficazes para travar a progressão das suas células que são muito resistentes à quimioterapia tradicional.

Por outro lado, os cientistas lembram ainda que é muito difícil remover os tumores do tronco cerebral por cirurgia, porque as células cancerígenas entrelaçam-se com as células saudáveis nesta parte do cérebro que controla o sistema nervoso central. 

O primeiro modelo foi desenvolvido com um tumor doado pelos pais de Dylan Jewett, um  menino de 5 anos que morreu em Janeiro de 2009, dois meses após o diagnóstico. A mãe de Dylan mostra-se orgulhosa por poder abraçar esta causa, dando um contributo para a ciência.
 
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