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Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Crianças com neuroblastoma em risco elevado de desenvolver dificuldades psicológicas a longo prazo
2018-06-12
Fonte: Eurekalert

Um novo estudo revelou que pacientes pediátricos com neuroblastoma estão em risco elevado de comprometimento psicológico a longo prazo. 

Além disso, o estudo mostrou ainda aqueles que experimentam essa deficiência à medida que envelhecem tendem a exigir serviços de educação especial e a não ir para a faculdade. 

Os resultados foram publicados na CANCER

Os avanços no tratamento deste tipo de cancro, que afeta as células nervosas, têm conseguido prolongar a sobrevida de muitas crianças afetadas, mas a idade em que recebem o diagnóstico e as terapias específicas que recebem podem torná-las vulneráveis a problemas de saúde, à medida que o sistema nervoso central se desenvolve.

Para avaliar os efeitos psicológicos a longo prazo do neuroblastoma e do seu tratamento, os investigadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, estudaram 859 crianças que tinham sido diagnosticadas com neuroblastoma pelo menos cinco anos antes e que tinham menos de 18 anos. 

Ao longo de um seguimento médio de 13,3 anos, os 859 sobreviventes de neuroblastoma foram comparados com 872 irmãos de sobreviventes de cancro infantil.

Em comparação com o grupo de controlo, os sobreviventes de neuroblastoma tiveram uma prevalência aumentada de comprometimento nos domínios de ansiedade / depressão (19% em comparação com 14%), déficits de atenção (21% contra 13%), conflito entre pares (26% contra 17%) e comportamento antissocial (16% contra 12%).

Tratamentos comuns não foram associados com o comprometimento, mas os sobreviventes que desenvolveram condições crónicas de saúde como resultado do tratamento do cancro apresentaram maior risco de desenvolver desfechos piores. 

Especificamente, o desenvolvimento de doença pulmonar foi associado a um aumento do risco de comprometimento em todos os cinco domínios, e o desenvolvimento de doença endócrina e neuropatia periférica foi relacionado, cada qual, com o comprometimento em três domínios. 

Além disso, os sobreviventes que sofreram comprometimento psicológico tenderam a exigir serviços de educação especial e a não ir à faculdade.

"Estas descobertas são novas porque este foi o primeiro grande estudo a examinar de que forma os pacientes com neuroblastoma se estão a dar em termos de resultados psicológicos e educacionais. Antes dos recentes avanços no tratamento, a população de sobreviventes era muito menor e não pudemos analisar esses tipos de resultados a longo prazo", disseram os investigadores. 

"O objetivo não é simplesmente fazer com que os nossos pacientes fiquem livres da doença, mas também otimizar as suas funções mentais, emocionais e sociais à medida que avançam para a adolescência e para a idade adulta. A nossa esperança é que estas descobertas ajudem a formar estratégias de triagem e intervenção precoces", concluíram os especialistas.

 
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