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Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Molécula pode ser útil no tratamento de tipo de leucemia aguda
2018-03-07
Fonte: Correio do Estado

Cientistas brasileiros, do Laboratório de Proteómica e Engenharia de Proteínas do Instituto Carlos Chagas, desenvolveram uma nova molécula que pode tornar-se uma importante alternativa no tratamento da leucemia linfoblástica aguda (LLA), uma forma grave de cancro no sangue que atinge principalmente crianças e jovens. 

Conhecida como asparaginase, a substância tem vindo a ser usada na terapia da LLA desde os anos 1970. Mas, enquanto a medicação atual é extraída de bactérias, esta molécula criada pelos investigadores é similar à produzida pelas próprias células humanas. 

Sendo uma proteína que funciona como uma enzima, isto é, catalisadora de reações químicas essenciais para a vida, a asparaginase atua contra a leucemia ao degradar o aminoácido asparagina, reduzindo a sua concentração no sangue. Diferentemente das células saudáveis, as células cancerígenas não conseguem produzir esse aminoácido sozinhas e, privadas dele, acabam por morrer. 

“As células humanas produzem a asparaginase, mas essa proteína, quando isolada, não tem atividade igual à que tem no interior das células para utilização como medicamento”, explicam os especialistas. 

A enzima obtida a partir de bactérias, embora efetiva no tratamento, provoca uma reação potente do sistema imunológico, causando diversos efeitos secundários nos pacientes. Com esta investigação, a ideia foi diminuir os efeitos secundários para que os pacientes não tenham que interromper o tratamento.

A procura por esta nova molécula começou há cerca de quatro anos, em que se experimentaram diversas modificações na estrutura da asparaginase humana para que esta adquirisse uma potencial ação terapêutica contra a LLA. 

Identificadas as alterações necessárias na enzima, os cientistas iniciaram um novo teste, e observaram que esta fazia espontaneamente a chamada clivagem, uma espécie "abertura" na sua estrutura, para reagir com a asparagina, além de adicioná-la numa solução do aminoácido e verificarem uma redução na sua concentração, indicando que ele estava a ser efetivamente degradada.

Com pedido de patente feito, os especialistas estão agora a estudar novos métodos para produzir a molécula numa escala maior para dar início a ensaios pré-clínicos e experiências com animais de forma a avaliar a sua eficácia, tolerância e segurança antes de testes com esses mesmos parâmetros serem feitos com seres humanos. 
 
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