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Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Biópsia líquida pode tornar-se útil na deteção de cancro pediátrico agressivo
2018-01-26
Fonte: Eurekalert

Uma forma particularmente agressiva de cancro pediátrico pode vir a ser detetada de forma confiável através de fragmentos genéticos que ficam nos fluídos das crianças.

Esta descoberta, apresentada na Reunião Anual da Sociedade para Neuro-Oncologia, pode abrir portas para biópsias não cirúrgicas e fornecer uma nova forma de avaliar se esses tumores respondem ao tratamento. 

Crianças diagnosticadas com glioma difuso apresentam um prognóstico com um tempo médio de sobrevivência de apenas nove meses após o diagnóstico.

Os investigadores podem contar com imagens de ressonância magnética para avaliar como é que os tumores estão a crescer, contudo esta técnica pode não detetar pequenas mudanças no tamanho do tumor. 

Uma equipa de investigadores do Children's Brain Tumor Institute, nos Estados Unidos, testou se o ADN circulante do tumor no sangue dos pacientes e no líquido cefalorraquidiano forneceria um aviso prévio de que os tumores estavam a crescer; esta nova técnica de análise genética pode detetar sinais reveladores daquilo que os tumores libertam nos fluidos corporais.

"Ao identificar esses tumores quando são pequenos e, potencialmente mais responsivos ao tratamento, o nosso objetivo final é ajudar as crianças a viverem mais tempo; além disso, esperamos que os testes que estamos a construir possam identificar quais são os tratamentos mais efetivos para diminuir esses tumores mortais", refere a equipa.

Os investigadores recolheram amostras de fluidos de 22 pacientes com glioma pontino intrínseco difuso (DIPG); durante o ensaio, foram colhidas amostras de plasma ascendentes e longitudinais a cada ressonância magnética durante as várias fases de progressão da doença. 

A equipa desenvolveu um ensaio de biópsia líquida usando um sistema de reação em cadeia de polimerase de gotículas digital sensível que mede e avalia com precisão a quantidade de moléculas de ADN individuais.

Segundo os investigadores, de forma semelhante ao que se verifica nos adultos com cancro do sistema nervoso central, o líquido cefalorraquidiano de crianças diagnosticadas com este tipo de cancro tem altas concentrações de ADN em volta do tumor; no entanto, após as crianças terem sido submetidas a radioterapia, houve uma diminuição nesse ADN em 80% dos pacientes testados. 

“Os fluidos, como o plasma e o líquido cefalorraquidiano, são meios adequados para detetar e medir as concentrações de ADN tumoral circulante para este tipo de glioma pediátrico. A biópsia líquida pode complementar as biópsias de tecido e a avaliação da ressonância magnética para fornecer indícios anteriores de como os tumores estão a responder aos tratamentos”, concluíram os especialistas.
 
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