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Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Saber lidar com o stress emocional melhora qualidade de vida dos pais de uma criança com cancro
2011-02-22
Fonte: Universidade de Wisconsin

Lidar com a dor e a situação de um filho com cancro debilita a saúde mental dos seus pais, sobretudo quando as crianças enfrentam tratamentos contínuos ou estão muito debilitadas para manter as suas actividades diárias, indica uma pesquisa da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin.

A conclusão dos investigadores norte-americanos surgiu dos resultados de uma avaliação psicológica a progenitores de 75 crianças que sofriam de tumores cerebrais ou de outro tipo de tumor. O estudo tinha por objectivo entender melhor os efeitos psicológicos da doença sobre os cuidados dos pais e família.

Dificuldades em dormir surgiram entre as queixas mais frequentes dos pais, no entanto, os progenitores de crianças que sofriam de tumores no cérebro ou que estavam em fase de tratamento indicavam 11% menor qualidade de vida, em comparação com os pais cujos filhos tinham finalizado o tratamento.

Embora ligeiramente inferior, foi igualmente relatada uma quebra de 9% na qualidade de vida de pais de crianças com grandes limitações nas actividades do dia-a-dia. 

Os elevados níveis de stress a que estavam sujeitas estas famílias assumiam um papel preponderante nas relações entre os membros, gerando, consequentemente, pior qualidade de vida.

Os autores do estudo, que contou com o apoio de diversas entidades e associações que trabalham nesta área da medicina, explicam que o mesmo surge como um alerta e reflecte a importância dos pais cuidarem de si mesmos quando têm a seu cargo uma criança com cancro.

A investigadora Kristin Litzelman lembra que controlar o stress, dormir e procurar apoio noutros familiares, amigos ou mesmo especialistas, ajuda a manter a força necessária para lidar com este tipo de situações, promovendo uma mente sã.

Estudos anteriores sobre o papel do stress no estado de espírito dos pais ou familiares da criança com cancro já tinham revelado que, embora muitos pais optem por centrar todas as atenções na criança e no seu bem-estar, sem cuidarem de si próprios, por vezes enfrentam posteriormente uma pior qualidade de vida, sentimento que é mais frequente quando têm a seu cargo crianças que estejam totalmente dependentes.

A investigadora recomenda ainda aos médicos um cuidado redobrado durante o acompanhamento destes pais, auxiliando-os na procura de recursos e intervenções fundamentais que lhes permitam lidar melhor com as circunstâncias e garantam melhor qualidade de vida a longo prazo.

O estudo foi publicado no Journal Quality of Life Research.
 
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