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Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Menina que venceu leucemia eleita por revista como uma das 10 pessoas mais relevantes para a Ciência em 2017
2017-12-22
Fonte: Observador

A revista Nature, que todos os anos anuncia uma lista de dez pessoas relevantes para a Ciência, escolheu Emily Whitehead para fazer parte da lista de 2017. 

A menina norte-americana, com 12 anos, é a mais nova da lista e dela faz parte por ter vencido uma leucemia através de uma nova técnica de imunoterapia.

Segundo a revista, o sucesso do tratamento permitiu que a terapia de células T fosse aprovada pelo regulador de saúde norte-americano (FDA) e, consequentemente, disponibilizado a outras crianças. 

Emily foi diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda quando tinha apenas 5 anos; ao início, o quadro clínico não parecia grave, mas os médicos descobriram que 
Emily fazia parte de um pequeno grupo de crianças com uma forma resistente da doença; esta forma de leucemia era tão agressiva que os próprios médicos acharam que se tinham esgotado todas as possibilidades de cura. 

Mas, em abril de 2012, a menina integrou um ensaio clínico de fase I no Hospital Pediátrico de Filadélfia, nos Estados Unidos, e tornou-se na primeira criança a ter o seu sistema imunitário manipulado a fim de ser capaz de lutar contra o cancro. Esta imunoterapia, na altura puramente experimental, era a única esperança que restava a Emily.

Neste tratamento, é retirada uma amostra de sangue e escolhidas as células T que serão manipuladas, sendo-lhe adicionado um gene que irá reconhecer e ligar-se às células cancerígenas. Estas células modificadas, agora chamadas de células T CAR, são novamente introduzidas na corrente sanguínea do doente. Quando as células T CAR detetam as células tumorais, destroem-nas. Contudo, os sintomas incluem febres altas, náuseas, dores musculares e podem requerer o internamento nos cuidados intensivos.

O tratamento foi tão bem sucedido que desde 2012 que Emily está em fase de remissão, sem quaisquer sinais de cancro. 

De acordo com a revista, o caso de Emily ajudou a que a FDA aprovasse, em julho deste ano, este pioneiro tratamento, que pode agora ser usado em crianças com o mesmo problema.
 
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