PT
Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Terapia de protões reduz efeitos secundários de tratamento em pacientes pediátricos com cancro da cabeça e pescoço
2017-10-26
Fonte: Medical Xpress

Pacientes pediátricos com cancro da cabeça e pescoço podem ser tratados com a terapia de feixe de protões em vez da tradicional radiação de fotões, obtendo resultados semelhantes com menor impacto na qualidade de vida.

A descoberta foi feita por investigadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que, em parceria com o Hospital Pediátrico da Filadélfia, analisaram casos de cancro da cabeça e pescoço pediátrico tratados entre 2010 e 2016.

Os investigadores encontraram taxas semelhantes no controlo dos tumores e menores taxas de toxicidade do que aquelas verificadas na radiação fotónica.

O trabalho foi publicado na Pediatric Blood and Cancer.

Os cancros da cabeça e do pescoço correspondem a cerca de 12% de todos os cancros pediátricos, e geralmente são tipos de tumor diferentes do que aqueles que afetam adultos. Para tumores sólidos como neuroblastoma e sarcomas de tecidos moles, o tratamento geralmente envolve uma combinação de terapias, onde se incluem a quimioterapia, radiação e cirurgia. A radiação pós-operatória pode ser crítica, uma vez que os cirurgiões podem não ser capazes de remover completamente o cancro, dada a complexidade da região.

A sensibilidade da área também significa que os efeitos do tratamento podem diminuir a qualidade de vida do paciente devido a sintomas como perda de apetite, dificuldade de deglutição ou mucosite, geralmente em reação à quimioterapia ou à radiação.

Segundo a chefe do Serviço de Oncologia de Radiação Pediátrica do Hospital, e uma das investigadoras, essas preocupações “são especialmente importantes para abordar em pacientes pediátricos, uma vez que ainda estão em desenvolvimento e podem precisar lidar com efeitos secundários para o resto das suas vidas”.

Este estudo mostrou que os protões podem ser uma ferramenta importante para melhorar a qualidade de vida, quer durante o tratamento, quer nos anos a seguir, para esses jovens pacientes.

Os especialistas analisaram 69 pacientes pediátricos com cancro da cabeça e pescoço tratados com a terapia de feixe de protões entre 2010 e 2016; 35 desses pacientes sofriam de rabdomiossarcoma, 10 foram tratados para o sarcoma de Ewing, e os restantes 24 foram tratados para uma variedade de outros tipos de cancro que afetam as regiões da cabeça e pescoço.

Um ano após o tratamento, 93% dos pacientes ainda estavam vivos e 92% não experimentaram recidiva no local da doença primária.

As toxicidades, ou efeitos secundários, são medidos numa escala de um a cinco, sendo cinco o nível mais severo. Neste estudo, nenhum paciente estava acima do grau três, e as toxicidades mais graves nesse nível eram mucosite (4%), perda de apetite (22%) e dificuldade de deglutição (7%).

Apesar de existirem, estes números estão abaixo do que normalmente é associado à radiação fotónica.

Para os investigadores, os dados mostram que a terapia com protões não é apenas eficaz, como também é mais tolerável pelos pacientes; o estudo mostrou assim que o tratamento é seguro e oferece diretrizes de prática para a administração de terapia com protões na cabeça e pescoço na população pediátrica.

Os especialistas planeiam agora acompanhar esses pacientes para avaliar o controlo a longo prazo da doença e a toxicidade em desenvolvimento tardio.
 
Notícias relacionadas


voltar
STQQSSD
 
 
 
 
 
1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
21 Setembro
Nos dias 21 e 22 de setembro, a Liga Portuguesa Contra o Cancro organiza, em Lisboa, o I Congresso...
03 Outubro
Entre os dias 3 e 5 de outubro, realiza-se em Foz do Iguaçu, no Brasil, o XVI Congresso Brasileiro...
16 Novembro
Entre os dias 16 e 19 de novembro, realiza em Quioto, no Japão, o 50.º Congresso da Sociedade...
banner
© 2018PIPOP - Todos os direitos reservados.