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Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Equipa portuguesa cria vírus que pode ajudar no combate ao cancro
2017-09-27
Fonte: PT Jornal

Investigadores do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa (iMM) criaram um vírus que irá permitir à equipa estudar o tratamento de cancros humanos provocados por infeções do vírus herpes, em modelos animais.

A equipa liderada pelo investigador Pedro Simas criou este vírus, intitulado quimera, que é a junção de um vírus de ratinho com um gene de vírus humano.

O estudo deu especial atenção a cancros provocados por infeções do vírus herpes, porque esta doença tem como propriedade o facto de ser capaz de, ao provocar infeções para toda a vida numa proporção de pessoas, poder originar cancro.

Existem vários tipos de vírus herpes que infetam humanos como o Kaposi; uma das características dos cancros associados a esta infeção é a da viabilidade das células cancerígenas dependerem do vírus, ou seja, ao eliminar o vírus, as células não proliferam e o cancro é curado.

Por isso, os investigadores portugueses trabalharam em parceria com a Escola de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, para investigar uma proteína do Kaposi, intitulada Lana, que é vital para a manutenção da infeção; sem esta proteína o vírus não consegue causar cancro.

A investigação verificou que quando a Lana é clonada num vírus semelhante ao Kaposi, mas que infeta ratos em vez de humanos, mantém-se funcional.

Para além de surpreendente, pois pensava-se que os genes que dão origem não podem ser trocados devido à divergência evolutiva entre humanos e outros animais, esta descoberta permitiu assim criar um vírus quimera capaz de testar moléculas num modelo animal que inibam a proteína Lana humana; assim, os investigadores foram capazes de, não só tratar a infeção causada pelo vírus herpes, como também os cancros associados aos seres humanos.

De acordo com os investigadores, estas moléculas poderão ser utilizadas como medicamentos para o tratamento de linfomas associados a infeções pelo vírus Kaposi.

A equipa acredita esta estratégia pode também vir a ser usada noutros vírus que utilizem proteínas “equivalentes à Lana tais como o vírus de Epstei-Barr, que infeta mais de 90% da população mundial, ou o vírus da papiloma que causa cancro do colo do útero”.
 
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