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Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Identificados mais de 780 biomarcadores para usar em testes de rastreio de cancro
2016-08-25
Fonte: Universidade de Sheffield

Um grupo de investigadores identificou 788 biomarcadores no sangue que podem vir a ser utilizados para desenvolver um teste de rastreio do cancro numa fase precoce.

A pesquisa, que surge de uma colaboração liderada pela Universidade de Sheffield, no Reino Unido, é a primeira a criar uma lista tão abrangente de biomarcadores de sangue relevantes para rastrear o cancro . 

O estudo, que contou ainda com equipas das universidades de Coventry e Warwick, agrupou os biomarcadores por função molecular e tem vindo a avaliar as tecnologias que podem vir a ser usadas para garantir a sua deteção.

A equipa analisou mais de 19 mil estudos científicos publicados nos últimos cinco anos que investigaram biomarcadores do sangue. Os métodos de revisão sistemática utilizados permitiram reduzir a pesquisa a 4 mil estudos.

O pesquisador chefe, Lesley Uttley, da Escola de Saúde e Pesquisas Relacionadas da Universidade de Sheffield, explica que o trabalho foi realizado em nome do Early Cancer Detection Consortium (ECDC) (Consórcio de deteção precoce do cancro), um grupo financiado pelo Cancer Research UK que junta cerca de 40 organizações, incluindo universidades, hospitais e empresas, e pretende investigar se testes de rastreio de baixo custo podem ser usados para identificar o cancro numa fase inicial.

O próximo passo passará por examinar detalhadamente cada biomarcador, para perceber se os resultados são promissores e se os biomarcadores poderiam fazer parte de um teste de rastreio. 

Os biomarcadores serão também agrupados por tipo de cancro e validados utilizando amostras de doentes com cancro e controlos saudáveis, para verificar de que forma podem efetivamente identificar a presença de cancro.

Posteriormente, os biomarcadores que se revelarem promissores passarão para uma fase de ensaios clínicos, para ver se o teste de rastreio funciona na prática e se é rentável.

Ian Cree, diretor do ECDC e patologista molecular nos Hospitais Universitários de Coventry e Warwickshire, explica que “para completar a validação e os testes serão necessários seis a oito anos, mas, em teoria, poderíamos ter um teste pronto dentro de três anos para uso em grupos de alto risco".

O ECDC criou uma empresa, a Pinpoint Cancer, para avançar com a pesquisa, e tem vindo a procurar investimento e financiamento para as próximas etapas do projeto.
 
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