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Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Supercomputador da IBM utilizado para diagnóstico rápido de leucemia rara no Japão
2016-08-17
Fonte: Japan Times

Médicos no Japão têm usado a inteligência artificial para diagnosticar um tipo raro de leucemia e identificar a terapia de forma muito mais rápida do que se tivessem examinado os dados genéticos manualmente.

De acordo com Arinobu Tojo, professor de terapia molecular num hospital afiliado à Universidade de Instituto de Ciência Médica, os cientistas conseguiram diagnosticar uma leucemia mieloide aguda, um cancro do sangue caracterizado pelo rápido crescimento de anormal de glóbulos brancos numa paciente.

A doente foi submetida a tratamentos de quimioterapia no hospital, que atacaram com sucesso as células cancerígenas; no entanto, a sua recuperação foi extraordinariamente lenta, o que levou os médicos a suspeitar de um tipo diferente de leucemia, embora os testes convencionais não conseguissem mostrar qualquer sinal.

Recorrendo ao supercomputador Watson da IBM, que compilava dezenas de milhões de documentos de oncologia e volumes de dados de leucemia disponibilizados pelos institutos de pesquisa internacionais, os pesquisadores forneceram dados genéticos da mulher e o sistema Watson detetou mutações genéticas que são exclusivas para um determinado tipo de leucemia.

"Esta paciente tinha mutações em mais de mil genes, mas muitas não estavam relacionadas com a doença dela e eram apenas características hereditárias que ela tinha herdado dos pais", disse o investigador.

Numa situação normal, o diagnóstico teria "levado cerca de duas semanas para os cientistas poderem verificar quais das mil mutações eram importantes para o diagnóstico ou não, mas o Watson fez isso em 10 minutos."

Com base na análise realizada pelo Watson, a equipa concluiu que a paciente sofria com uma leucemia secundária rara causada por síndromes mielodisplásicas, um grupo de doenças em que a medula óssea produz muito poucas células sanguíneas saudáveis.

Os médicos mudaram o plano de terapia da paciente e o seu estado melhorou significativamente.

"Neste momento, o sistema não é perfeito, pois ocasionalmente comete erros", garante o investigador que reconhece; no entanto, que em 10 anos ou mais, a sua qualidade irá melhorar a tal ponto que será comum para os médicos utilizar estes testes genéticos no tratamento do cancro."
 
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