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Lisboa acolhe congresso europeu para debater desafios de sobreviventes de cancro infantil
2016-04-20
Fonte: IPO de Lisboa

O Serviço de Pediatria do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil de Lisboa (IPO de Lisboa) vai apresentar dados sobre a consulta dos DUROS - Doentes que Ultrapassaram a Realidade Oncológica com Sucesso - no decorrer do 17.º encontro da PanCare, a rede europeia para o cuidado dos sobreviventes de cancro infantil, que começa esta quarta-feira, 20 de abril, e termina na próxima sexta-feira, 22 de abril, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O evento trará a Lisboa alguns dos maiores especialistas em oncologia pediátrica e organizações representantes de sobreviventes para debaterem, entre outros temas, os desafios dos jovens e adultos que venceram o cancro pediátrico.

O Serviço de Pediatria do IPO de Lisboa tem, desde 2007, disponível uma consulta, denominada por DUROS, onde são acompanhadas atualmente 740 pessoas que tiveram cancro na infância e adolescência e que já completaram o tratamento há cinco anos. 

Os resultados deste serviço serão apresentados durante o congresso pela médica pediatra Ana Teixeira, responsável pela consulta, na quinta-feira, dia 21, a partir das 9h00.

“É muito importante que os sobreviventes de cancro infantil estejam incluídos num programa de vigilância, onde possam ter um seguimento individualizado, dependendo do tipo de cancro e tratamentos a que foram sujeitos. A doença oncológica é uma espécie de nuvem que se mantém para sempre e este acompanhamento melhora a vida e a qualidade de vida dos sobreviventes e ajuda os médicos a identificar e a estudar os efeitos secundários tardios, o que nos permite adaptar os tratamentos que fazemos atualmente”, reforça Ana Teixeira.

Por seu lado, Filomena Pereira, diretora do Serviço de Pediatria do IPO de Lisboa, lembra que, “atualmente, cerca de 80% das crianças e adolescentes com cancro conseguem curar-se. Com o aumento da sobrevivência, é fundamental continuar a acompanhar os doentes para poder identificar precocemente os chamados efeitos tardios dos tratamentos, alguns dos quais só se manifestam vários anos depois”.

O cancro infantojuvenil é a primeira causa de morte por doença em crianças e adolescentes. Na Europa, todos os anos são diagnosticados 13 mil novos casos e em Portugal cerca de 400, lembra o IPO de Lisboa que se dedica há mais de 50 anos ao tratamento do cancro em crianças e adolescentes e é Centro de Referência Nacional nesta área. 

Mais informações sobre o congresso disponíveis aqui.
 
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