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Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


“A dor e os cancros de sangue" é tema de conferência na FMUP
2016-03-09
Fonte: Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma

“A dor e os cancros de sangue" é o tema da conferência que se realiza esta quarta-feira, 9 de março, no Porto, organizada pela Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma (ADL).

A sessão, que terá início pelas 14h30, no Auditório do Centro de Investigação Médica da Faculdade Medicina da Universidade do Porto, com entrada livre e gratuita, tem como finalidade encaminhar e ajudar estes doentes, orientando-os para que melhor possam superar a sua condição.

Em declarações à Lusa, Fátima Ferreira, hematologista e presidente da ADL, explica que a ação tem ainda por objetivo criar "um plano de ação" a fim de ajudar os doentes "que se sentem perdidos com os seus medos, que se sentem angustiados, que não são capazes de falar com o médico, porque não querem tomar medicamentos com receio de ficarem dependentes e dos efeitos laterais".

Ao longo da sessão os doentes serão sensibilizados para as suas diversas opções, a fim de “antecipar aquilo que vão ser os feitos laterais para que os doentes possam aderir à terapêutica, e falar de coisas muito básicas, como por exemplo, quando a pessoa tem dor o melhor é não esperar e tratá-la antes de entrar na fase pior, porque aí a medicação já não vai atuar como deveria".

Fátima Ferreira defende a necessidade de informar os doentes oncológicos de que muitos medicamentos são fornecidos gratuitamente nos hospitais e sublinha que "em 90% dos casos pode-se controlar a dor, depois há uma parte ínfima de situações muito particulares que é mais difícil, mas que, mesmo nessas situações, os doentes não podem perder a esperança porque há técnica e locais a que podem recorrer".

"Muitas vezes há doentes que não tem recursos económicos para comprar os medicamentos, mas muitos desses medicamentos são fornecidos gratuitamente aos doentes oncológicos e é preciso que eles saibam disso e que os reivindiquem. Este é um aspeto que muitas vezes é desconhecido pelo médico que segue o doente", refere ainda a especialista.
 
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