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Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Especialista nos EUA defende programas de Cuidados Paliativos nos hospitais pediátricos
2016-01-14
Fonte: Huffington Post

Kelly Michelson, diretora do Centro de Bioética e Humanidades médicas e pediatra nos cuidados intensivos na Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, defende que todos os hospitais pediátricos devem disponibilizar aos seus utentes um Programa de Cuidados Paliativos.

A especialista sublinha que a Organização Nacional Hospice e de Cuidados Paliativos proclama que os cuidados paliativos ajudam as pessoas "com doenças graves ou limitantes a viver o mais plenamente possível, rodeadas e apoiadas pela família e entes queridos”, um sentimento que é ecoado por definição pela Organização Mundial da Saúde.

Para Kelly Michelson, os cuidados paliativos são focados no alívio do impacto físico, psicológico, social e espiritual da doença. Para uma criança com cancro, por exemplo, tal pode significar ter à sua disposição um médico com experiência no controlo da dor, ou, por outro lado, pode referir-se a visitas domiciliares regulares de uma enfermeira, para que os pais possam passar mais tempo com a família e menos tempo a viajar de e para o hospital. 

Os cuidados paliativos fornecem ainda aconselhamento aos irmãos da criança que esteja, por exemplo, dependente de uma máquina de respiração, pois estes serviços reconhecem e apoiam abordagens religiosas, espirituais e não-ocidentais para melhorar a saúde.

Os cuidados paliativos são uma abordagem holística para cuidar de qualquer pessoa com uma doença grave e não necessariamente para alguém que esteja numa fase terminal. 

A médica cita ainda o exemplo do Instituto de Medicina norte-americano que divulgou recentemente o seu relatório "Centro de Cuidados e Compreensão do Cancro para crianças e as suas famílias”, um livro que descreve as recomendações sobre a forma de integrar os cuidados paliativos no plano de tratamentos para todas as crianças com cancro.

O documento, reforça a médica, mostra que, infelizmente, ainda nos dias de hoje, 30% a 50% dos hospitais nos Estados Unidos não têm nenhum programa de cuidados paliativos pediátricos, e, entre os que têm estes serviços, a cobertura é variável: 95% dos hospitais não têm cobertura ao fim de semana e 30% dos programas não têm ninguém ou uma linha telefónica à noite e ao fins de semana.

Kelly Michelson defende que todos os hospitais que cuidam de crianças devem investir numa equipa de atendimento multidisciplinar para apoiar as crianças que sofrem de doenças graves e as suas famílias e reforça também a necessidade de mais pesquisas sobre os efeitos dos cuidados paliativos de crianças. 
 
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