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Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Falta de medicamentos atrasa tratamento de crianças com cancro na Venezuela
2015-09-03
Fonte: First Word Pharma

Muitas crianças com cancro na Venezuela não estão a receber os devidos tratamentos devido à falta de medicamentos oncológicos que afeta o país há já várias semanas.

Silvia de Quijano, representante da Associação de Pais de Crianças com Cancro da Venezuela (Asovepanica), explica que as unidades de saúde não têm sequer ao seu dispor "simples reagentes para realizar exames de sangue, que são necessários antes de realizar a quimioterapia". 

Freddy Ceballos, presidente da Federação Farmacêutica da Venezuela, sublinha que a escassez de fármacos não é observada apenas ao nível da oncologia, mas afeta já 70% de todas as áreas terapêuticas, o que se deve essencialmente a dois fatores: à escassez de controlos cambiais impostos pelo Governo, que limitam o financiamento disponibilizado para laboratórios, e um rigoroso controlo de preços imposto em 2003.

O responsável lembra que "o Governo deve 3,5 mil milhões de dólares (cerca de 3,07 mil milhões de euros) às empresas farmacêuticas que não têm dinheiro para comprar os componentes necessários no exterior".

Para minimizar os efeitos desta crise de saúde e após vários protestos, uma fonte revela que o Governo venezuelano conseguiu entretanto chegar a acordo com o Uruguai para adquirir cinco ou seis medicamentos de quimioterapia.
 
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