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Maioria CDS-PP/PSD defende implementação de cuidados paliativos pediátricos
2014-04-01
Fonte: Público/Lusa

Os partidos da maioria parlamentar, CDS-PP e PSD, entregaram, na passada semana, no Parlamento, um diploma que recomenda ao Governo a implementação de unidades de cuidados paliativos pediátricos, nas regiões norte, centro e sul do país.

A proposta prevê a criação de unidades de cuidados paliativos pediátricos, constituídas por equipas diferenciadas e especializadas, a fim de dar resposta às necessidades de cerca de seis mil crianças portuguesas que, todos os anos, beneficiariam destes serviços.

As últimas estimativas sobre o tema, que foram apresentadas em 2013 na reunião “Cuidados Paliativos Pediátricos: Uma Reflexão. Que futuro em Portugal?”, indicam que, anualmente, cerca de seis mil crianças em Portugal necessitam de cuidados paliativos, 25% das quais sofrem com cancro.

Isabel Galriça Neto, deputada do CDS-PP, revelou aos jornalistas que o documento entregue na Assembleia visa um reforço “do estudo das necessidades e devidas respostas no âmbito dos Cuidados Paliativos Pediátricos”, além de recomendar ao Governo a implementação das “medidas necessárias à disponibilização efetiva desses cuidados no nosso país”.

A deputada recorda que a maioria das crianças que precisam de cuidados paliativos não sofre com cancro; no entanto, sublinha que "há especificidades para as crianças, não é a mesma coisa prestar cuidados paliativos a adultos e a crianças e desde logo serem cuidados que são prestados num longo período de tempo, podem ser vários anos".

O diploma apresentado cita o relatório publicado na altura e reforça que, “tratando-se de situações que, ao contrário dos adultos, se traduzem frequentemente por quadros de evolução mais prolongada, poderemos inferir que, apesar de uma não elevada prevalência, estamos perante situações de elevado impacto, nos próprios – neste caso, crianças -, nas famílias e nos serviços de saúde”.

Os deputados lembram que Portugal tem “urgência em conhecer as necessidades paliativas das suas crianças e jovens e em desenvolver serviços que as apoiem e às suas famílias”. Isabel Galriça Neto salienta que o que se pretende é "uma conjugação dos cuidados primários com os cuidados hospitalares, existindo equipas diferenciadas e especializadas no norte, no centro e no sul".

O diploma do CDS-PP e do PSD sublinha ainda que o documento “Cuidados Paliativos para Recém-nascidos, Crianças e Jovens – Factos”, preparado pela Associação Europeia de Cuidados Paliativos (EAPC, na sigla em inglês), reforça que “algumas estimativas integradas em Programas para o Desenvolvimento de Politicas de Saúde revelam que é possível poupar até 40% a 70% do total das despesas com os cuidados de saúde das crianças com doenças incuráveis, pela organização e implementação dos Cuidados Paliativos Pediátricos”, poupança essa que é possível garantir, segundo o mesmo documento, “através da redução do número de admissões hospitalares e duração dos internamentos, principalmente em Unidades de Cuidados Intensivos”.
 


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