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Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Portugal destaca-se na sobrevivência ao cancro na Europa
2013-12-10
Fonte: jornal i

Um novo relatório publicado na revista Lancet Oncology coloca Portugal entre os primeiros lugares na lista de países europeus com os melhores resultados ao nível da sobrevivência ao cancro, mesmo depois de uma pesquisa anterior relatada na mesma publicação ter indicado que o país seria o sétimo na Europa que menos gasta em tratamentos oncológicos.

Apesar dos bons resultados de Portugal, a Sociedade Portuguesa de Oncologia alerta que os "cortes cegos" que se têm vindo a observar no Serviço Nacional de Saúde (SNS) podem vir a comprometer os próximos balanços.

Joaquim Abreu de Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia, congratula-se com os bons resultados apurados em território nacional pela 5.ª edição do estudo EUROCARE, promovido pelo Instituto Superior de Saúde de Roma, e salienta que se devem, sobretudo, “à eficiência do Serviço Nacional de Saúde”, embora ressalve que “este estudo deve ser uma chamada de atenção à classe política”.

O estudo foi realizado com base nos dados de mais de 9 milhões de doentes diagnosticados entre 2000 e 2007 nos vários países europeus e coloca Portugal acima da média na sobrevivência, atribuindo, a título de exemplo, o terceiro lugar na sobrevivência ao cancro do estômago ao fim cinco anos, com uma taxa de 31%, quando a média ronda os 2%.

Em alguns tipos de cancro os números não são tão animadores, como o cancro do pulmão e de pele, mas o responsável sublinha que, em Portugal, o cenário global é positivo, pois o país surge à frente de Inglaterra, Espanha e Dinamarca, que gastam mais em tratamentos oncológicos.

Joaquim Abreu de Sousa destaca, no entanto, a diminuição de cirurgias ao cancro observada em 2012, e defende que “a incidência está a aumentar e temos menos operações, a única explicação é que está a haver menos diagnósticos ou, havendo diagnósticos, menor acesso".

Por este motivo, o especialista reitera que a “opção por cortes na saúde”, bem como “restringir a inovação e diminuir a capacidade de resposta vai comprometer os resultados que conseguíamos com um investimento reduzido."
 
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