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Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Sobreviventes de cancro pediátrico podem ser mais propensos a doenças crónicas
2013-06-17
Fonte: Medscape

Os sobreviventes de cancro infantil apresentam uma propensão elevada para desenvolver doenças crónicas e podem ter um maior risco de apresentar "envelhecimento precoce".

As conclusões surgem de um novo estudo liderado por Melissa Hudson, do Hospital de Pesquisa Infantil St. Jude e do Colégio de Medicina da Universidade de Tennessee, nos Estados Unidos, que constatou que 98% de um total de 1 713 adultos sobreviventes de cancro na infância avaliados tinham, pelo menos, uma doença crónica.

Os resultados, publicados na revista científica JAMA, revelaram ainda que, quando os sobreviventes atingem a meia-idade, os problemas tendem a agravar-se, com destaque para a prevalência de problemas neurológicos, doenças relacionadas com a válvula cardíaca e disfunção pulmonar.

Os autores sublinham que a média de idades do grupo foi de 32 anos, pelo que a frequência destes problemas poderia "indicar um padrão de envelhecimento acelerado e precoce”. 

"Os resultados sugerem uma aceleração do envelhecimento, pois muitas condições identificadas - disfunção cardíaca, problemas nos ovários, défices neurocognitivos, défices neurossensoriais, e um segundo cancro - são frequentes em pessoas muito idosas”, revelou a líder do estudo.

A equipa pretende agora prosseguir com a avaliação da predisposição dos sobreviventes e medir a influência dos fatores associados aos tratamentos antes de concluir sobre resultados definitivos para o "envelhecimento prematuro" destes doentes.

Os resultados agora apurados sobre a prevalência dos efeitos tardios na saúde, decorrentes de tratamentos de cancro na infância, são provavelmente mais precisos do que os de estudos anteriores, pelo facto de ter sido utilizada uma triagem baseada no risco para quantificar a carga de doenças, ao contrário de auto-relatos ou outros métodos, ressalvam ainda os autores.

Além disso, os resultados são baseados num acompanhamento médio de 26,3 anos, o que é inédito nesta área de pesquisa. 


 
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