PT
Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Estudos oncológicos nem sempre têm o rigor necessário para responder às perguntas-chave
2013-05-02
Fonte: Duke Health

As pesquisas na área da oncologia tendem a ter um rigor inferior ao esperado e a serem menos consistentes do que o que acontece com outras doenças, em parte devido a uma necessidade extrema para acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos.

As conclusões surgem de uma análise de quase 9 000 estudos clínicos publicados online na área da oncologia, que foi dada a conhecer a 29 de abril, na revista JAMA Internal Medicine, e que levanta algumas questões sobre o modo como as terapias contra o cancro podem funcionar na prática.

A avaliação, realizada pela Universidade de Duke, nos Estados Unidos, surgiu no âmbito da Iniciativa de Transformação de Ensaios Clinicos, uma parceria público-privada fundada pelo regulador norte-americano para os medicamentos (FDA) e pela Universidade de Duke, para identificar e promover práticas que tenham em vista uma melhoria na investigação clínica.

"Precisamos perceber os pontos fortes e fracos dos estudos clínicos em oncologia", disse Bradford Hirsch, o principal autor do estudo, recordando que “há uma série de razões pelas quais os estudos de cancro são diferentes dos de outras doenças – o cancro é uma doença muito grave e durante muito tempo não existiram opções de tratamento. Mas o que nós estamos a tentar perceber é se essas diferenças justificam mudanças na pesquisa clínica que tem vindo a ser conduzida. "

Hirsch e os seus colegas descobriram que os estudos em oncologia baseavam-se em ensaios clínicos de fase inicial, que avaliam um único tratamento sem o comparar com outras terapias. 

"Uma tensão inerente surge entre o desejo de usar novos tratamentos que salvam vidas e o imperativo de desenvolver a evidência de que pacientes, médicos, agências reguladoras e grupos de defesa precisam de tomar decisões sensatas", salienta Hirsch, acrescentando que, "infelizmente, a elevada prevalência de estudos de pequena dimensão que não têm rigor limita a capacidade de avaliar as provas dos tratamentos específicos."

O líder do trabalho ressalva que a análise também mostra algumas disparidades entre a incidência e a mortalidade de alguns tipos de cancro e o volume de pesquisa clínica que tem vindo a ser conduzida.
 
Notícias relacionadas


voltar
STQQSSD
 
1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30 31
 
 
 
02 Setembro
No dia 2 de Setembro, os Barnabés do Núcleo Norte da Acreditar promovem um Sunset Solidário.  
22 Setembro
A 22 de setembro, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) irá organizar um evento onde a realidade...
28 Setembro
Nos dias 28 e 29 de setembro acontecerá o Congresso Multiprofissional – Hospital de Dona Estefânia...
banner
© 2017PIPOP - Todos os direitos reservados.