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Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro


Pediatria do IPO Lisboa apresenta “Cuidados Paliativos e Morte em Crianças com Cancro - Experiência de um Serviço”
2012-10-31
Fonte: press release Serviço de Pediatria do IPOFG Lisboa

O serviço de Pediatria do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil de Lisboa (IPO de Lisboa) apresentou recentemente os resultados do Programa de Cuidados Paliativos, iniciado em 2005 com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, que pretendeu avaliar as circunstâncias da morte dos doentes acompanhados pelo serviço e a influência do envolvimento no referido programa. 

O estudo, coordenado pela médica Ana Lacerda, do Departamento de Oncologia da Criança e do Adolescente do IPO Lisboa e apresentado no VI Congresso Nacional e I Congresso Lusófono de Cuidados Paliativos que decorreu em outubro de 2012, no Porto, começa por lembrar que o cancro “é a primeira causa de morte não acidental em Pediatria, com um enorme impacto social e afetivo sobre todas as pessoas envolvidas”. 

O Programa de Cuidados Paliativos do Serviço de Pediatria do IPO Lisboa é centrado “na prestação de cuidados holísticos à criança e família, em colaboração com a(s) unidade(s) de saúde da área de residência (hospital e/ou centro de saúde – equipa de cuidados continuados / paliativos)”. 

Para facilitar o trabalho de equipa, o serviço criou um “Manual de Cuidados Paliativos em Oncologia Pediátrica” para profissionais e elabora para cada família um plano individual de cuidados. À família também é entregue o guia “Cuidar do seu Filho Doente”, cuja 3ª edição é patrocinada pela Fundação Rui Osório de Castro. Numa iniciativa inédita, o manual será distribuído pela primeira vez a nível nacional, com o intuito de impulsionar a prestação coordenada de cuidados continuados e paliativos pelas restantes Unidades de Oncologia Pediátrica nacionais. 

Os técnicos envolvidos no projeto lembram que, nos dias de hoje, “cerca de 2/3 dos adultos e crianças com cancro preferem ser cuidados e falecer em casa. Os estudos pediátricos são escassos, mas sabe-se que, das crianças com doenças crónicas complexas (beneficiando da prestação de cuidados paliativos, a par ou não com os curativos), as crianças com cancro são as que têm maior probabilidade de morrer em casa”. 

A revisão retrospetiva dos processos clínicos dos doentes falecidos entre 1 de janeiro de 2007 e 31 de dezembro de 2011, revelou que o envolvimento no Programa de Cuidados Paliativos mais que duplicou a probabilidade de morte em casa entre os doentes avaliados e “aumentou o tempo de cuidado domiciliário, reduzindo a duração média do último internamento nos casos que faleceram no nosso serviço”. 

Para outras crianças, segundo a mesma avaliação, “representou a possibilidade de serem cuidadas em parceria com o hospital da área de residência e aí falecer, mantendo a proximidade da família e amigos”. 

Os resultados apurados comprovam “algumas das vantagens da abordagem paliativa, focada na prestação coordenada de cuidados holísticos e multidisciplinares, partilhados entre a unidade terciária especializada e os serviços da comunidade, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e de morte da criança com doença incurável”. 
 
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