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Pesquisa
Um projecto da Fundação Rui Osório de Castro
   
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Cuidados Paliativos

A palavra “Paliativos” deriva do latim palliare que significa cobrir com uma capa, um sentido figurado que alude à intenção de minimizar os danos decorrentes da patologia e de atenuar o sofrimento vivido.

A filosofia de “cuidado” teve início em 1948, pela norte-americana Cecily Saunders, que focou o seu trabalho na importância de ouvir o doente e os seus familiares, para compreender a forma como encaravam a doença, defendendo a promoção da qualidade de vida dos doentes com cancro como forma de lhes proporcionar uma morte digna e menos sofrida.

Infelizmente, nem todas as crianças conseguem ultrapassar a barreira do tratamento oncológico por serem mais frágeis e também devido às baixas defesas imunitárias. Nos casos mais graves e sem possibilidade de cura, é importante garantir que as crianças tenham, em fim de vida, o maior conforto e dignidade e que os pais e família possam ser acompanhados com todo o apoio e dedicação necessários nesta fase.

Em Portugal há ainda um longo caminho a percorrer no que toca aos cuidados paliativos pediátricos, uma realidade que surge ainda muito aquém do que seria desejável no quadro dos cuidados de saúde nacionais. No entanto, os centros pediátricos estão já, na sua generalidade, a percorrer o caminho de aperfeiçoamento que lhes vai permitindo amenizar a dor e sofrimento das crianças e jovens, bem como das suas famílias.



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